Já era o quinto dia de chuva direto. Parecia que o anjo que cuidava de abrir e fechar a passagem de água entrara em greve, não que eu o repreenda, ele também tem seus direitos. Mas a lamaceira que aquela torrente de água causava tornava tudo tão imundo. Mas parecia ser algo normal, as pessoas da cidade reagiam normalmente àquele acontecimento. Ele ainda não entendia nada que aquelas pessoas falavam, mas pela maneira que eles agiram com a chegada da tempestade ele pudera supor que era rotineiro. Desde que ele chegara, conseguira encontrar uma pousada, as pessoas eram muito gentis, portanto permitiram a estadia dele gratuitamente contanto que ajudasse um pouco. Mas ele notara que as pessoas eram diferentes, não fisicamente nem fisiológicamente, mas eles não tinham o brilho que o seu povo tivera, como se algo dentro deles estivesse apagado, porém ele encontrara algumas pessoas com esse brilho, avistara por melhor dizer, não conseguia imaginar o que poderia ser que tornava aquelas pessoas diferentes. O sol agora teimava em brilhar, mesmo com a chuva ele conseguiu aparecer, tornando o ambiente muito mais iluminado e bonito, ao longe avisatava-se um arco-íris, e ele lembrou da sua irmã, mas não chorou, não conseguia chorar desde que a deixara apodrecendo debaixo da terra. Lembrou que sua irmã dançava e botava-se a cantar e rir quando aparecia aquele fenômeno multicolorido, lembrou também que sua irmã podia fazer um arco-íris quando e onde queria, não precisava da chuva, apenas seu sorriso.
Retornava sua antenção à moça que falava com ele, compreendendo apenas algumas palavras ele disse a ela que precisava ir ao mercado para o José, o dono da pousada que permitira sua presença. Com auxílio de gesticulações, ela conseguiu explicar para ele que o mercado ficava na terceira esquerda daquela rua, agredecendo ele seguiu em frente. Porém antes de conseguir chegar à terceira esquerda, alguém o chamou, ele se assustou, não porque lhe chamaram, mas porque falavam em sua língua.
-Ei você!- ele ouviu. Apenas olhou em volta, procurando a pessoa que dissera aquilo.
-Aqui, atrás de você!- E ele olhou, uma menina, não, moça, talvez a mesma idade que ele.
-Qu...quem é você?- Ele perguntou, estranhando a situação.
-Meu nome é Maria, você é de Porgino?- Ela perguntou, com um ar místico. Ele assustou, ninguém conhecia sua cidade, como que essa menina sabia o nome de sua cidade. Ele lembrou que já havia visto a menina, era aquela que tinha a luz acesa, por assim dizer.
-Sou, como você conhece minha cidade e minha língua?
-Não sou a única, uma das únicas por aqui, mas há muitos outros também que sabem. Ouvimos dizer que sua cidade fora devastada com a guerra.
-Como você sabe da guerra? E quem são esses outros?
-Sei da guerra, porque eu sou como você, e perdi meu irmão nessa guerra, por isso vim morar aqui, fugindo da guerra que destruiu minha vida.
-Como assim você é como eu? Não entendi. Mas sinto muito pelo seu irmão.
-Ah, acho que você ainda não sabe... como posso dizer isso? Você é um bruxo.
Tuesday, December 14, 2010
Thursday, December 9, 2010
Traiçoeiramente amigas
Será que ninguém nunca parou pra pensar nem um pouquinho? Será que ninguém percebeu o que a nossa própria língua está a fazer conosco? Sinceramente, creio que como é a forma de comunicação mais antiga, útil e até única, nós, os seres humanos, achamos que o dominamos. Falamos de boca cheia o que queremos, o que somos, o que temos e tudo isso sem perceber que pode sair como um tiro pela culatra (no bom sentido, lógico). Em frases, uma simples vírgula muda tudo, torna o sentido ao contrário, mas a ambiguidade não é a única culpada, ou melhor, vítima. Nós mentimos, ocultamos, praticamos, teimamos, xingamos, falamos bem e falamos mal e para tudo nós utilizamos esse monstro que criamos e se tornou contra nós, até agora, enquanto escrevo, tento dominar essa fera tempestuosa. Utilizamos as pausas, vírgulas, pontos, acentuações e todos os outros auxílios linguísticos para tentar fazer o melhor uso da língua. E não é apenas um problema brasileiro ou lusófono, todas as civilizações, quer falem inglês, russo, alemão, catalão ou hindu sofrem desse mesmo mal que no entanto, é o caminho de escape. Considero comparável aos monstros dos filmes que após serem criados pelos cientistas loucos se iram contra seu criador e tentam da melhor maneira possível destruí-los. Sim, a humanidade faz o papel do cientista maluco e o nosso monstro criado é justamente a linguagem, que, no entanto, necessitamos para sobreviver e sem a qual certamente não seria possível a convivência, e, por isso, não é considerável a hipótese de simplesmente descartá-la. E como qualquer animal, o nosso monstro foge da simples ideia de ser domada e aproveita todas as oportunidades possíveis para nos derrubar. Acho que já falei demais, se tiverem qualquer dúvida, escreva uma frase, corrija sua frase, reescreva sua frase com outras palavras, adicione vírgulas e pontos e tente pacientemente manter o sentido e verá como a língua tem vontade própria.
Quisera eu falar com a autoridade e poder que as palavras possuem.
Quisera eu falar com a autoridade e poder que as palavras possuem.
Saturday, December 4, 2010
Sorrisos e lagrimas do intimo
E todos viveram felizes para sempre.
Como eu queria que essas palavras surtissem o devido efeito. Como se nao bastasse o fato de para sempre sempre acabar, este foi o final feliz mais miseravel de minha vida inteira. Sei que vivi por muito pouco tempo, principalmente se comparado aos grandes escritores e filosofos, mas as experiencias que tive me fazem sentir preparado para receber a morte. Nao estou dizendo que quero morrer, simplesmente que me sinto preparado para tal.
Minha vida inteira convivi com pessoas, suportei pessoas, amei pessoas. Mas sempre, sempre obedeci ao sistema. Que sistema eh esse voce pergunta? Eu te digo, o sistema da vida, escola, convivencia social... Tudo a que estamos subconcientemente programados a seguir. As pessoas que nao obedecem ao sistema sao taxadas como criminosos, loucos, perigosos, delinquentes, perversos, ignorantes, estupidos, alegres, bobos etc... Nao sei a razao pela qual obedeci a isso, acho que foi simplesmente porque todos o faziam. Nao estou dizendo que ninguem deva ou nao obedecer a isso, cada um escolhe por si proprio, o que estou querendo dizer eh que por causa disso fui muito feliz de uma maneira infeliz.
Agora que minha vida mudou, avancei uma fase por assim dizer, gostaria de voltar atras, dizer tudo que nao disse, fazer tudo que nao fiz, imaginar tudo que deixei de imaginar tudo pela minha limitacao. As memorias que acumulamos partem do simples pressuposto de que escolhemos nossas acoes. Tudo que vivi durante minha vida, lembro com um sorriso no rosto e lagrimas nos olhos, queria que esses momentos durassem para sempre, queria que pudessemos escolher para onde desejamos ir sabendo de antemao o que nos iria acontecer.
Ao escrever isto, lembro de muitas pessoas, umas intimas, outras que eu queria que fossem, umas que provocavam muita risada, e outras que traziam somente a dor. Mas lembrar disso me faz sofrer ainda mais, como se falta um pedaco do meu coracao. Pra falar a verdade, ja ate me esqueci da razao de eu estar escrevendo, mas sei que esse desabafo me faz sentir melhor. Gosto muito de todas as pessoas, ate aquelas que me fizeram mal, principalmente daquelas que me fizeram mal pois como dizem "tudo que nao me mata me fortalece". Assim me despeco, nao sei por quanto tempo, mas sempre com um sorriso nos labios e uma lagrima no coracao.
Como eu queria que essas palavras surtissem o devido efeito. Como se nao bastasse o fato de para sempre sempre acabar, este foi o final feliz mais miseravel de minha vida inteira. Sei que vivi por muito pouco tempo, principalmente se comparado aos grandes escritores e filosofos, mas as experiencias que tive me fazem sentir preparado para receber a morte. Nao estou dizendo que quero morrer, simplesmente que me sinto preparado para tal.
Minha vida inteira convivi com pessoas, suportei pessoas, amei pessoas. Mas sempre, sempre obedeci ao sistema. Que sistema eh esse voce pergunta? Eu te digo, o sistema da vida, escola, convivencia social... Tudo a que estamos subconcientemente programados a seguir. As pessoas que nao obedecem ao sistema sao taxadas como criminosos, loucos, perigosos, delinquentes, perversos, ignorantes, estupidos, alegres, bobos etc... Nao sei a razao pela qual obedeci a isso, acho que foi simplesmente porque todos o faziam. Nao estou dizendo que ninguem deva ou nao obedecer a isso, cada um escolhe por si proprio, o que estou querendo dizer eh que por causa disso fui muito feliz de uma maneira infeliz.
Agora que minha vida mudou, avancei uma fase por assim dizer, gostaria de voltar atras, dizer tudo que nao disse, fazer tudo que nao fiz, imaginar tudo que deixei de imaginar tudo pela minha limitacao. As memorias que acumulamos partem do simples pressuposto de que escolhemos nossas acoes. Tudo que vivi durante minha vida, lembro com um sorriso no rosto e lagrimas nos olhos, queria que esses momentos durassem para sempre, queria que pudessemos escolher para onde desejamos ir sabendo de antemao o que nos iria acontecer.
Ao escrever isto, lembro de muitas pessoas, umas intimas, outras que eu queria que fossem, umas que provocavam muita risada, e outras que traziam somente a dor. Mas lembrar disso me faz sofrer ainda mais, como se falta um pedaco do meu coracao. Pra falar a verdade, ja ate me esqueci da razao de eu estar escrevendo, mas sei que esse desabafo me faz sentir melhor. Gosto muito de todas as pessoas, ate aquelas que me fizeram mal, principalmente daquelas que me fizeram mal pois como dizem "tudo que nao me mata me fortalece". Assim me despeco, nao sei por quanto tempo, mas sempre com um sorriso nos labios e uma lagrima no coracao.
Thursday, December 2, 2010
Passado Perfeito
Não, não posso dizer que lembrarei de tudo
Ninguém o pode dizer, pois esquecer é humano
Todos irão esquecer os momentos mudos
Querer lembrar de tudo é completamente insano
O que levarei comigo no entanto
Serão os sentimentos adquiridos
Dos amigos, amados e queridos
E do que fizemos, o encanto
Não, ninguém pode me forcar
A dizer adeus, boa sorte, tudo de bom
Sem antes me falar, avisar
Do futuro imprevísivel em bom tom
Te digo porem, que não foi em vão
As nossas insuportavelmente intermináveis manhãs
Não me importa se aprendemos ou não
Mas, a saudade do que foi, corroem-me as entranhas
Saudades não, esta palavra é traiçoeira
Pois saudades passam, como simples magia
O que ficará, por escolha ou por bobeira
É a desumana e maldita nostalgia
Ninguém o pode dizer, pois esquecer é humano
Todos irão esquecer os momentos mudos
Querer lembrar de tudo é completamente insano
O que levarei comigo no entanto
Serão os sentimentos adquiridos
Dos amigos, amados e queridos
E do que fizemos, o encanto
Não, ninguém pode me forcar
A dizer adeus, boa sorte, tudo de bom
Sem antes me falar, avisar
Do futuro imprevísivel em bom tom
Te digo porem, que não foi em vão
As nossas insuportavelmente intermináveis manhãs
Não me importa se aprendemos ou não
Mas, a saudade do que foi, corroem-me as entranhas
Saudades não, esta palavra é traiçoeira
Pois saudades passam, como simples magia
O que ficará, por escolha ou por bobeira
É a desumana e maldita nostalgia
Monday, November 29, 2010
Memories of the Deceased
I'm really sorry, for everything I've done to you. I only wish you knew the truth so I wouldn't have to lie to you and to myself. Please don't condemn me for wishing, we wish when we know not what else to do. I'm sorry for pulling you into my dreams, it's not as easy as it looks to control one's impulses and thoughts and desires. Sorry for lusting, and wanting your love, all to myself, I've been too gready and wrong. I know it's not your fault, if someone asks you tell 'em: it was that kid right over there, he caused all this, it's all his fault. And now, before any other ideas cloud the vault of your mind, I ask you to think of me, just this instant, so I can know that I have passed through your mind, and you don't have to worry, you're with my thoughts every single minute of every single day of every single everything. Please, say what you wish to whom it might concern, take your time to criticise the world and everyone in it. Think of your words, 'cause it might be them who might condemn you. The last thing I would like to say, is for you to stay strong in the way that I have not been so you may deserve everything I wished for myself, and this way, I will know you have not gone astray and from my long lost destiny I'll tell myself: Don't worry, everything is fine.
-Memories of the Deceased
Desculpe pelo post em ingles, nao pude resistir
-Memories of the Deceased
Desculpe pelo post em ingles, nao pude resistir
Friday, November 26, 2010
Desejos e Anceios
Sabe, noutro dia
algo interessante aconteceu
eu fechei os meus olhos
e voce apareceu
Não disse nada
apenas me olhou
fique sabendo
que já me conquistou
Seus olhos me enfeitiçam
sua voz, acalma
eriça
de um modo que nao posso explicar
O seu rosto é o mais belo
e seu corpo nao fica atrás
seu conjunto é perfeito
e com certeza me satisfaz
Porem a verdade triste
é que nunca te terei
na realidade, de perto
nunca te verei
Nunca passarei
pelos seus cabelos minha mão
e nunca poderei
conversar contigo em vão
Seu abraço nunca sentirei
seu calor nao me envolverá
seus beijos nao pedirei
e seu amor a outro irá
Portanto nao me perturbes mais
com seu rosto bonito
nao me enfeitiças mais
com sua voz e seu sorriso
Nao quero mais saber
do meu coração e sentimentos
nao quero mais engano
nesse abismo lamacento
que é a paixão.
algo interessante aconteceu
eu fechei os meus olhos
e voce apareceu
Não disse nada
apenas me olhou
fique sabendo
que já me conquistou
Seus olhos me enfeitiçam
sua voz, acalma
eriça
de um modo que nao posso explicar
O seu rosto é o mais belo
e seu corpo nao fica atrás
seu conjunto é perfeito
e com certeza me satisfaz
Porem a verdade triste
é que nunca te terei
na realidade, de perto
nunca te verei
Nunca passarei
pelos seus cabelos minha mão
e nunca poderei
conversar contigo em vão
Seu abraço nunca sentirei
seu calor nao me envolverá
seus beijos nao pedirei
e seu amor a outro irá
Portanto nao me perturbes mais
com seu rosto bonito
nao me enfeitiças mais
com sua voz e seu sorriso
Nao quero mais saber
do meu coração e sentimentos
nao quero mais engano
nesse abismo lamacento
que é a paixão.
Thursday, November 25, 2010
We Are The In Crowd
Achei uma banda um tanto nova mas muito legal, deixo aqui um video deles: http://www.youtube.com/watch?v=970Fq3d855E
Monday, November 8, 2010
Sussurros do Passado-parte 3
Papai, o Pedro ficará bem?
Sim filhinha, ele vai conseguir. Ele respondeu, e no fundo, ela sabia disso também.
Eu só me sinto mal por tê-lo deixado lá, sozinho.
Não se preocupe, nós estamos cuidando dele, do mesmo jeito que cuidamos de vocês esse tempo todo.
Ah! Então foram vocês, bem que eu achei estranho.
A resposta a isso fora apenas gargalhadas, e voltaram a atenção ao menino que daquela altura, parecia muito menor do que realmente era.
Ele parou, havia sentido um cheiro familiar, sabia o que era mas tentava negar isso a si mesmo. Era o cheiro de baunilha que a irmã dele possuía, um cheiro que fazia brotar lágrimas em seus olhos. De onde vinha isso ele não sabia, e nem queria saber, apenas seguiu em frente. Ao chegar no topo da colina esverdeada, avistou ao longe uma cidadezinha quase do mesmo tamanho que a sua, que fora devastada. Seria essa a cidade da qual sua mãe lhe contara histórias quando era pequeno para fazê-lo dormir? Poderia ser essa cidade o berço das cores e sons de onde viera seu povo? Só descobriria seguindo em frente.
Ele alcançou a estrada de terra que levava à cidade, não haveria mais porque seguir pela mata. Após quase duas horas de caminhada, não poderia ter certeza, viu uma figura seguindo em sua direção. Seu coração começou a martelar, começou a suar apesar do céu nublado. A cada passo sentia o sujeito se aproximando, não daria para se esconder agora pois ele já havia o avistado. Quando estavam próximos e estranho disse, num tom animado: Buenos Dias!
Ele respondeu apenas acenando a cabeça e sorrindo.
¿A dónde vas? Ele perguntou
Como? Não entendi o que você falou.
Usted no habla español? ¿De dónde eres?
Ele apenas fez cara de dúvida e continuou em frente. O homem também reconhecera o fim da conversa e seguiu viagem. Que língua estranha ele estava falando? Nunca ouvira nada igual, mas se parava pra pensar, algumas palavras eram parecidas às da sua língua. Será que todos naquela cidade falavam esse idioma diferente? Como ele faria para se comunicar? Eles sabiam da guerra que havia devastado sua cidade?
Com essas perguntas em mente ele alcançou o portão da cidade, respirou fundo, e adentrou.
Ufa! Consegui terminar! Estava com isso na cabeça há muito tempo. Por favor, comentem!! Quero saber o que vocês estão achando do blog! Se vocês tiverem ideias também pra incrementar nessa ou a outra história por favor digam também! Até a próxima!! =D
Sim filhinha, ele vai conseguir. Ele respondeu, e no fundo, ela sabia disso também.
Eu só me sinto mal por tê-lo deixado lá, sozinho.
Não se preocupe, nós estamos cuidando dele, do mesmo jeito que cuidamos de vocês esse tempo todo.
Ah! Então foram vocês, bem que eu achei estranho.
A resposta a isso fora apenas gargalhadas, e voltaram a atenção ao menino que daquela altura, parecia muito menor do que realmente era.
Ele parou, havia sentido um cheiro familiar, sabia o que era mas tentava negar isso a si mesmo. Era o cheiro de baunilha que a irmã dele possuía, um cheiro que fazia brotar lágrimas em seus olhos. De onde vinha isso ele não sabia, e nem queria saber, apenas seguiu em frente. Ao chegar no topo da colina esverdeada, avistou ao longe uma cidadezinha quase do mesmo tamanho que a sua, que fora devastada. Seria essa a cidade da qual sua mãe lhe contara histórias quando era pequeno para fazê-lo dormir? Poderia ser essa cidade o berço das cores e sons de onde viera seu povo? Só descobriria seguindo em frente.
Ele alcançou a estrada de terra que levava à cidade, não haveria mais porque seguir pela mata. Após quase duas horas de caminhada, não poderia ter certeza, viu uma figura seguindo em sua direção. Seu coração começou a martelar, começou a suar apesar do céu nublado. A cada passo sentia o sujeito se aproximando, não daria para se esconder agora pois ele já havia o avistado. Quando estavam próximos e estranho disse, num tom animado: Buenos Dias!
Ele respondeu apenas acenando a cabeça e sorrindo.
¿A dónde vas? Ele perguntou
Como? Não entendi o que você falou.
Usted no habla español? ¿De dónde eres?
Ele apenas fez cara de dúvida e continuou em frente. O homem também reconhecera o fim da conversa e seguiu viagem. Que língua estranha ele estava falando? Nunca ouvira nada igual, mas se parava pra pensar, algumas palavras eram parecidas às da sua língua. Será que todos naquela cidade falavam esse idioma diferente? Como ele faria para se comunicar? Eles sabiam da guerra que havia devastado sua cidade?
Com essas perguntas em mente ele alcançou o portão da cidade, respirou fundo, e adentrou.
Ufa! Consegui terminar! Estava com isso na cabeça há muito tempo. Por favor, comentem!! Quero saber o que vocês estão achando do blog! Se vocês tiverem ideias também pra incrementar nessa ou a outra história por favor digam também! Até a próxima!! =D
Monday, November 1, 2010
Lembre-te de mim parte 3
Ela levantou silenciosamente para ninguem a ouvir, se soubessem que ela estava saindo, nao a deixariam partir. Ouviu sua mae na cozinha e sabia que seu pai estava dormindo a essa hora. Abriu a porta, pegou sua bolsa, e saiu fechando a porta suavemente atras de si. Ela olhou seu celular e viu que faltavam 20 minutos. O mais estranho eh que ela estava fugindo de casa para ir pra escola, o medico dissera que ela deveria ficar em casa, mas ve-lo era mais importante, ela sabia que os olhos profundos daquele rapaz a salvariam de qualquer enfermidade. Ela soubera desde que pousara o olhar sobre o garoto que foram feitos para estarem juntos para sempre embora nunca tivesse conversado com ele. Ela precisava de seu leve toque acariciando seus cabelos, sua doce voz alegrando seu mundo, seu olhar profundo penetrando em sua alma. Ela precisava dele, e ele precisava dela embora nao o soubesse. E agora, passando por essas casas, a caminho da escola, ela, sem saber como, sentia sua presenca. E ele, sabia que algo importante estava por vir.
Espero que gostem, eu acho que ta mais curto mas tudo bem! Por favor comentem! Bjoos! (p.s. novamente peco perdao pela falta da acentuacao)
Espero que gostem, eu acho que ta mais curto mas tudo bem! Por favor comentem! Bjoos! (p.s. novamente peco perdao pela falta da acentuacao)
Wednesday, October 27, 2010
Lembre-te de mim 2
Nunca ela havia se sentido assim por qualquer um antes, o pior era que ela ja o conhecera a muito tempo e nunca havia sentido nada por ele. O que de fato aconteceu foi, um dia ela olhou pra ele e notou sua beleza escondida, quase oculta, nunca notara isso antes, nao que ele fosse feio porem sim mediano por assim dizer. Notou agora seus cabelos cuidadosamente penteados, seus olhos brilhantes que consumiam tudo que olhavam e sua voz que ericava de dentro de si uma vontade incontrolavel de seguir seu coracao. Ela sentia seu coracao batendo mais forte agora e pela primeira vez entendeu realmente o que significava ficar apaixonada a primeira vista. Nao sabia nem seu nome mas sentia dentro de si que foram feitos um pelo outro, sabia que seus labios encaixariam perfeitamente nos dele e tinha certeza que ele tambem sabia disso. Ela sabia que nao precisava de mais nada para ser feliz.
Aproximou-se dele, nao havia planejado nada, sentou ao seu lado, o que falaria?
Oi, disse ela timidamente.
Oi, ele respondeu um tanto desconfiado. Ela se conteve pois sentiu vontade de voar pelos ares simplesmente por ouvir sua voz.
Houve silencio, ela nao sabia o que dizer e muito menos ele. Ambos ficaram vermelhos e ela rapidamente disse um tchau antes de corar mais ainda e virou e foi embora.
Aproximou-se dele, nao havia planejado nada, sentou ao seu lado, o que falaria?
Oi, disse ela timidamente.
Oi, ele respondeu um tanto desconfiado. Ela se conteve pois sentiu vontade de voar pelos ares simplesmente por ouvir sua voz.
Houve silencio, ela nao sabia o que dizer e muito menos ele. Ambos ficaram vermelhos e ela rapidamente disse um tchau antes de corar mais ainda e virou e foi embora.
Monday, October 25, 2010
Lembre-te de mim
Avistei-a de longe, nao tinha como nao a ver, ela estava de blusa amarela, ainda debaixo do sol de Sao Paulo ao meio-dia, o que fazia a cor ressaltar ainda mais. A primeira coisa que notei foi o seu rosto, obviamente sem maquiagem mas que irradiava alegria. Deu-me vontade de conhece-la imediatamente, mas ela estava muito a minha frente, nao haveria como alcanca-la mesmo que eu criasse a coragem. Repentinamente ela virou como se lembrasse de algo que havia escondido, notei que estava so pois ninguem parou para espera-la. Ela me olhou nos olhos com um olhar penetrador que so as mulheres tem, senti-me corar imediatamente como se todos os meus segredos e desejos mais intimos fossem expostos em uma vitrine para ela observar segundo seu desejo. Nao havia mais ninguem naquele corredor lotado, nao havia outras pessoas para interromper nossos olhares cruzados.
O leitor agora deve imaginar o que poderia ter acontecido, porem lamento em informar-lhe que nao aconteceu nada. Talvez pela minha timidez exacerbada, talvez por ter sido simples imaginacao minha numa tarde quente. Mas digo-lhes sinceramente que lembrarei desse dia para o resto de minha existencia e o que poderia ter acontecido ficara no futuro preterito da minha lembranca, e quem sabe da dela tambem pois quando as coisas acontecem, sempre ha um proposito, se nao houvesse nao aconteceria. Mas continua, dentro de mim, a ansiedade consumidora me dizendo que um dia, bela estranha, um dia seras meu e eu serei teu e nada mais nos faltara.
Momento poesia, novamente nao ha acentos portanto leem como se houvessem! =)
O leitor agora deve imaginar o que poderia ter acontecido, porem lamento em informar-lhe que nao aconteceu nada. Talvez pela minha timidez exacerbada, talvez por ter sido simples imaginacao minha numa tarde quente. Mas digo-lhes sinceramente que lembrarei desse dia para o resto de minha existencia e o que poderia ter acontecido ficara no futuro preterito da minha lembranca, e quem sabe da dela tambem pois quando as coisas acontecem, sempre ha um proposito, se nao houvesse nao aconteceria. Mas continua, dentro de mim, a ansiedade consumidora me dizendo que um dia, bela estranha, um dia seras meu e eu serei teu e nada mais nos faltara.
Momento poesia, novamente nao ha acentos portanto leem como se houvessem! =)
Friday, October 15, 2010
Sussurros do Passado-parte 2
Anaa! Sua voz ecoou pelas ruas desertas daquela cidadezinha desolada. Ana, cadê você?! Ele sentia-se rouco mas não podia parar de procurar, já havia começado a nevar e ela certamente adoeceria. De repente parou, havia avistado algo a certa distância numa rua esquecida pela guerra, estava tudo branco, então aproximou-se. Ao ver o que era, correu em sua direção.
Ana, Ana te encontrei! Mas não havia resposta. Ele compreendeu de imediato, não poderia fazer nada, olhou seu corpinho perfeito congelando, ela havia deitado numa posição como de que dissesse que estava tudo bem. Sua boca estava entreaberta como se estivesse conversando com alguém, no seu rosto um olhar de paz e calma e o seu caderninho apoiado em seu peito. Pedro não acreditava, a culpa era toda dele, não deveria ter deixado sua irmazinha correr daquele jeito, ele era o irmão mais velho e deveria ter protegido ela. Agora ele estava só, não sabia o que fazer, não havia para onde ir, não tinha ninguém, a última pessoa em quem ele confiara jazia morta a sua frente.
Levantou decidido, pelo menos a enterraria, junto aos seu pais. Abaixou e levantou o corpinho frágil daquela que o havia acompanhado há cinco anos, seu corpo, ainda morno, cedeu a sua vontade. Ao levantá-la, pensou ter visto seus olhos abrindo, não, imaginara-o. Seu caderninho escorregou suavemente de sua mão, o menino apanhou isso também e seguiu em direção a onde sabia ser o cemitério. Chegando lá, se dirigiu ao túmulo de seus pais, deitou-a gentilmente do lado e com uma pá encontrado ali perto, iniciou a escavação. A terra dura cheirava a lembranças esquecidas e cada vez que introduzia a pá na terra, cortava, dentro de seu coração, os fios de esperança que sobraram. Não demorou muito para ele chegar a uma profundidade razoável. Buscou o corpo de seu irmã, agora um casca vazia, e deitou-a no fundo, na mesma posição em que a encontrou na rua, beijou sua face pela última vez e sentiu o cheiro de baunilha de seus cabelos. Ele permitiu que uma lágrima escorresse de seus olhos e caísse no nariz branco da garota e lentamente começou a encher a cova com a terra dura, tentando não olhar para o rosta da menina. Ao final, notou que o caderninho da garota continuava em seu bolso, uma memória viva do que havia acontecido. Olhou para o céu e sentiu vontade de chorar, porém uma imagem não o permitiu, ele viu sua irmã brincando com os flocos e rindo, ela se aproximou dele e o abraçou, uma calor encheu seu peito. Ele entendeu de imediato, sua irmazinha continuava viva dentro dele. Sem remorso ele se virou e saiu do cemitério a procura de abrigo.
Ninguém portanto viu aquele ser fantástico sair de trás de algumas árvores e escrever na lápide dos pais da menina recém-enterrada, com um giro de sua mão: "Ana Cavalcanti, filha, irmã e companheira." Após feito isso se virou e se foi embora, mas não sem antes olhar e dar um sorriso para a imagem da menina que agora se virava e subia para encontrar seus pais.
Ana, Ana te encontrei! Mas não havia resposta. Ele compreendeu de imediato, não poderia fazer nada, olhou seu corpinho perfeito congelando, ela havia deitado numa posição como de que dissesse que estava tudo bem. Sua boca estava entreaberta como se estivesse conversando com alguém, no seu rosto um olhar de paz e calma e o seu caderninho apoiado em seu peito. Pedro não acreditava, a culpa era toda dele, não deveria ter deixado sua irmazinha correr daquele jeito, ele era o irmão mais velho e deveria ter protegido ela. Agora ele estava só, não sabia o que fazer, não havia para onde ir, não tinha ninguém, a última pessoa em quem ele confiara jazia morta a sua frente.
Levantou decidido, pelo menos a enterraria, junto aos seu pais. Abaixou e levantou o corpinho frágil daquela que o havia acompanhado há cinco anos, seu corpo, ainda morno, cedeu a sua vontade. Ao levantá-la, pensou ter visto seus olhos abrindo, não, imaginara-o. Seu caderninho escorregou suavemente de sua mão, o menino apanhou isso também e seguiu em direção a onde sabia ser o cemitério. Chegando lá, se dirigiu ao túmulo de seus pais, deitou-a gentilmente do lado e com uma pá encontrado ali perto, iniciou a escavação. A terra dura cheirava a lembranças esquecidas e cada vez que introduzia a pá na terra, cortava, dentro de seu coração, os fios de esperança que sobraram. Não demorou muito para ele chegar a uma profundidade razoável. Buscou o corpo de seu irmã, agora um casca vazia, e deitou-a no fundo, na mesma posição em que a encontrou na rua, beijou sua face pela última vez e sentiu o cheiro de baunilha de seus cabelos. Ele permitiu que uma lágrima escorresse de seus olhos e caísse no nariz branco da garota e lentamente começou a encher a cova com a terra dura, tentando não olhar para o rosta da menina. Ao final, notou que o caderninho da garota continuava em seu bolso, uma memória viva do que havia acontecido. Olhou para o céu e sentiu vontade de chorar, porém uma imagem não o permitiu, ele viu sua irmã brincando com os flocos e rindo, ela se aproximou dele e o abraçou, uma calor encheu seu peito. Ele entendeu de imediato, sua irmazinha continuava viva dentro dele. Sem remorso ele se virou e saiu do cemitério a procura de abrigo.
Ninguém portanto viu aquele ser fantástico sair de trás de algumas árvores e escrever na lápide dos pais da menina recém-enterrada, com um giro de sua mão: "Ana Cavalcanti, filha, irmã e companheira." Após feito isso se virou e se foi embora, mas não sem antes olhar e dar um sorriso para a imagem da menina que agora se virava e subia para encontrar seus pais.
Sunday, October 10, 2010
Sussurros do Passado-parte 1
Não, falou para si mesma, não devo olhar. Mas mesmo assim ela olhou, e se arrependeu de ter olhado antes mesmo de ter virado o rosto para trás. Agora já era tarde demais, como um pêndalo que não pode voltar sem ter ido os seus olhos fitaram aquela cena horrorosa por pouco mais que alguns segundos, mas a imagem ficara gravado para sempre em sua mente.
Não podia ser verdade, aquele lugar que ela chegara a amar tanto, destruido com um simples comando. Como os homens são ruins, está na natureza deles, nada podem fazer contra esse ímpeto de praticar o mal, ou será que podem? Ela desejava mais que tudo em sua vida inteira não ter de pensar nisso, mas não havia mais em que pensar. Então ela sentou e fechou os olhos. Abriu os olhos logo em seguida, a imagem a assombrando. Começara a nevar, não deveria haver neve nessa época do ano, ou deveria, ela não saberia dizer nem em que mês estavam.
Ela deitou na rua deserta e deixou os flocos brancos como algodão tingirem seus cabelos e sua roupa de branco. Não havia mais o que fazer, não havia quem a guiasse. Ela fechou os olhos sem ao menos saber que seria pela última vez. Aqui ninguém vai me achar, não é? Ela perguntou para o seu livro, que guardava no bolso esquerdo e que tirara para sentir.
De repente ela ouviu seu pai lhe chamar: Ana! Ana, eu e sua mãe estamos te esperando! Vamos logo Ana!
E longe daquele lugar, ninguém viu a Ana levantar suavemente do chão e seguir a voz de seu pai até chegar naquele corpo étereo para o qual todos nós um dia iremos, deixando para trás os seus medos e seus sonhos.
Não podia ser verdade, aquele lugar que ela chegara a amar tanto, destruido com um simples comando. Como os homens são ruins, está na natureza deles, nada podem fazer contra esse ímpeto de praticar o mal, ou será que podem? Ela desejava mais que tudo em sua vida inteira não ter de pensar nisso, mas não havia mais em que pensar. Então ela sentou e fechou os olhos. Abriu os olhos logo em seguida, a imagem a assombrando. Começara a nevar, não deveria haver neve nessa época do ano, ou deveria, ela não saberia dizer nem em que mês estavam.
Ela deitou na rua deserta e deixou os flocos brancos como algodão tingirem seus cabelos e sua roupa de branco. Não havia mais o que fazer, não havia quem a guiasse. Ela fechou os olhos sem ao menos saber que seria pela última vez. Aqui ninguém vai me achar, não é? Ela perguntou para o seu livro, que guardava no bolso esquerdo e que tirara para sentir.
De repente ela ouviu seu pai lhe chamar: Ana! Ana, eu e sua mãe estamos te esperando! Vamos logo Ana!
E longe daquele lugar, ninguém viu a Ana levantar suavemente do chão e seguir a voz de seu pai até chegar naquele corpo étereo para o qual todos nós um dia iremos, deixando para trás os seus medos e seus sonhos.
Tuesday, October 5, 2010
Infancia Irretardavel
Lembro-me muito bem dos dias de verao na epoca em que eu tinha meus oito anos. Todo dia acordavamos bem cedo para sentir aquele fresco aroma do ar das montanhas. Apos uma leve caminhada, as vezes com minha familia, outras com amigos, entravamos em casa para comer panquecas mornas com bastante maple. Todo dia nossa mae nos mandava arrumar o quarto, a cama e os brinquedos mas nunca o fizemos. Esperavamos dar onze horas que era quando podiamos chamar os amigos. Brincavamos sempre no parque da escola ao lado de mina casa, apenas paravamos por volta das tres horas da tarde para almocar. Apos a refeicao, pegavamos nossas bicicletas e passeavamos pela cidade, sempre parando num pasto para alimentar os cavalos e depois iamos deitar na grama, olhando as nuvens e assistindo o ceu escurecer.
Como que contraste, outra lembranca doce era o inverno, quanta emocao sentiamos em assistir aqueles flocos brancos como o mais puro algodao descendo sobre nossas cabecas, tingindo nossos ombros de branco e nossos narizes de vermelho. Nao havia coisa melhor a fazer do que juntar os amigos no mesmo parque da escola em brincamos tanto e iniciar uma guerra de bolas de neve. Voltavamos entao para casa pra tomar chocolate quente e assistir um filme pra cair no sono faltando metade do filme.
E eramos felizes sem ao menos perceber, tinhamos tudo enquanto nao havia nada. Mas o mais importante, eh que viviamos intensamente nossos sonhos.
-Ciro Torres
P.S. Novamente peco desculpa pela falta de acentos. Esse texto foi um que nosso prof. de port. pediu para nos falarmos sobre nossa infancia (narrativa em prosa) e foi isso que saiu. Espero que gostem!
Como que contraste, outra lembranca doce era o inverno, quanta emocao sentiamos em assistir aqueles flocos brancos como o mais puro algodao descendo sobre nossas cabecas, tingindo nossos ombros de branco e nossos narizes de vermelho. Nao havia coisa melhor a fazer do que juntar os amigos no mesmo parque da escola em brincamos tanto e iniciar uma guerra de bolas de neve. Voltavamos entao para casa pra tomar chocolate quente e assistir um filme pra cair no sono faltando metade do filme.
E eramos felizes sem ao menos perceber, tinhamos tudo enquanto nao havia nada. Mas o mais importante, eh que viviamos intensamente nossos sonhos.
-Ciro Torres
P.S. Novamente peco desculpa pela falta de acentos. Esse texto foi um que nosso prof. de port. pediu para nos falarmos sobre nossa infancia (narrativa em prosa) e foi isso que saiu. Espero que gostem!
Friday, October 1, 2010
Estilização de Canção do Exílio
No meu lar há palmeiras
onde vivem os sabiás
tão pequenos e frageis
parecem que vao quebrar.
Oh como sinto falta
da minha casa e terra
dos sons dos riachos
e dos pássaros nas serras.
Ponderando só, a noite
nao sinto a satisfação
que me dava em pensar
na puríssima constelação.
Os astros que de la me olham
me veem com reprovação
e nao creditam os meus feitos
como minha propria ação.
Espero que esteja tudo bem
no lugar que eu deixei
que nada de mal o aconteça
até que novamente pisarei.
Por favor me mantenha vivo
pra que de novo eu possa observar
as crianças pequenas brincando
e os sabiás a cantar.
-Ciro Torres
onde vivem os sabiás
tão pequenos e frageis
parecem que vao quebrar.
Oh como sinto falta
da minha casa e terra
dos sons dos riachos
e dos pássaros nas serras.
Ponderando só, a noite
nao sinto a satisfação
que me dava em pensar
na puríssima constelação.
Os astros que de la me olham
me veem com reprovação
e nao creditam os meus feitos
como minha propria ação.
Espero que esteja tudo bem
no lugar que eu deixei
que nada de mal o aconteça
até que novamente pisarei.
Por favor me mantenha vivo
pra que de novo eu possa observar
as crianças pequenas brincando
e os sabiás a cantar.
-Ciro Torres
Thursday, September 30, 2010
Te quero
Pode estranho parecer
mas nao consigo mais fingir
meu coracao esta a padecer
de amor sincero por ti.
Penso em voce todo dia
nao consigo te esquecer
eu realmente nao sabia
disso que meu coracao esta a fazer.
Mas voce nem me olha
passa longe, nao existo
ou sera que esta enverganhado
achado que eu resisto?
Parece que voce ainda nao percebeu
meus olhares e minha vontade
sempre ao seu lado quero estar eu
mesmo que tenho que dar minha metade.
Mas nao, sei que nunca sera
mesmo se voce quisesse
pois nao fomos feito para juntos estar
eh proibido, quem dera pudesse.
Pra por minha maos em voce
sentir no fundo do peito
seus cabelos e seus beijos
sem nunca ter realmente feito
mas mesmo assim lembrar ate o ultimo leito
Te quero!
Oh!
Como te quero!
-Ciro Torres
Esse poema eh dedicado a Fabi e Didi!
Eu sei que tem partes que nao rimam mas eu estava inspirado demais pra deixar em branca entao aqui esta!
Novamente peco desculpas por nao ter acentos, meu teclado nao os tem. =(
Me segue no twitter! @cicrito
mas nao consigo mais fingir
meu coracao esta a padecer
de amor sincero por ti.
Penso em voce todo dia
nao consigo te esquecer
eu realmente nao sabia
disso que meu coracao esta a fazer.
Mas voce nem me olha
passa longe, nao existo
ou sera que esta enverganhado
achado que eu resisto?
Parece que voce ainda nao percebeu
meus olhares e minha vontade
sempre ao seu lado quero estar eu
mesmo que tenho que dar minha metade.
Mas nao, sei que nunca sera
mesmo se voce quisesse
pois nao fomos feito para juntos estar
eh proibido, quem dera pudesse.
Pra por minha maos em voce
sentir no fundo do peito
seus cabelos e seus beijos
sem nunca ter realmente feito
mas mesmo assim lembrar ate o ultimo leito
Te quero!
Oh!
Como te quero!
-Ciro Torres
Esse poema eh dedicado a Fabi e Didi!
Eu sei que tem partes que nao rimam mas eu estava inspirado demais pra deixar em branca entao aqui esta!
Novamente peco desculpas por nao ter acentos, meu teclado nao os tem. =(
Me segue no twitter! @cicrito
Thursday, September 23, 2010
Harry Potter!!
"Menino, o que voce ta fazendo?" perguntou a mae, intrigada.
"Nada mae! Me deixa!" respondeu o filho agressivamente, afinal aquela mulher sempre o atrapalhava e nunca o deixava fazer o que queria.
"Voce me respeite seu ze! Eu nao vou aceitar esse tipo de atitude!"
Que seja, pensou ele, tenho coisas mais importantes pra fazer.
Assim que sua mae saiu do comodo, o filho tira, atras de si seu exemplar de Harry Potter 7 muito mal conservado porem muito amado. Tenho que terminar logo, pensa ele.
(Desculpem pela falta de acentos, o teclado que estou usando nao tem e nao estou com paciencia de ficar copiando e colando do Word!)
Ta chegando! Vai lancar o filme 7 (primeira parte) da saga de Harry Potter em Novembro, eh impossivel esconder quanto eu admiro o talento da J.K. Rowling. Os livros sao otimos! Pra quem nao viu o trailer vale muito a pena dar uma passada pelo YouTube e assistir, e pros preguicosos adivinhem so! Ta aqui o link: http://www.youtube.com/watch?v=_EC2tmFVNNE ! Agora nao tem desculpa!
Bom, vou nessa que tenho prova amanha que decidira meu futuro! Ta, exagerei um pouco... Boa noite para todos!
"Nada mae! Me deixa!" respondeu o filho agressivamente, afinal aquela mulher sempre o atrapalhava e nunca o deixava fazer o que queria.
"Voce me respeite seu ze! Eu nao vou aceitar esse tipo de atitude!"
Que seja, pensou ele, tenho coisas mais importantes pra fazer.
Assim que sua mae saiu do comodo, o filho tira, atras de si seu exemplar de Harry Potter 7 muito mal conservado porem muito amado. Tenho que terminar logo, pensa ele.
(Desculpem pela falta de acentos, o teclado que estou usando nao tem e nao estou com paciencia de ficar copiando e colando do Word!)
Ta chegando! Vai lancar o filme 7 (primeira parte) da saga de Harry Potter em Novembro, eh impossivel esconder quanto eu admiro o talento da J.K. Rowling. Os livros sao otimos! Pra quem nao viu o trailer vale muito a pena dar uma passada pelo YouTube e assistir, e pros preguicosos adivinhem so! Ta aqui o link: http://www.youtube.com/watch?v=_EC2tmFVNNE ! Agora nao tem desculpa!
Bom, vou nessa que tenho prova amanha que decidira meu futuro! Ta, exagerei um pouco... Boa noite para todos!
Wednesday, September 22, 2010
Boa Noite
Bom, esse é o meu "primeiro" post oficial! Eba! Me desculpem pela demora, acontece que tenho estudado tanto que mal sobra tempo pra pensar!
Como no momento estou um pouco sem criatividade, vou postar um poema que eu vou ter que recitar no sarau da escola (por que meu professor de português inventa essas coisas?!). O poema é da Cecília Meireles e se chama (eu acho) Pus meu sonho num navio.
Pus meu sonho num navio
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito:
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
Como no momento estou um pouco sem criatividade, vou postar um poema que eu vou ter que recitar no sarau da escola (por que meu professor de português inventa essas coisas?!). O poema é da Cecília Meireles e se chama (eu acho) Pus meu sonho num navio.
Pus meu sonho num navio
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito:
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
Thursday, August 26, 2010
Olá
Olá blogueiros assíduos. Começo sem saber se serei ouvido, mas isso não tem tanta importância. Criei este meu humilde canto no espaço cibernético pois foi a maneira que encontrei para me expressar e divulgar a minha opinião, então você não é obrigado a acreditar em nada aqui (ou em qualquer outro lugar). Obrigado por ter chegado até aqui e peço para que não me abandone, pois que graça teria fazer um blog para ela não ser lida por ninguem? E por favor comentem e deixem as suas opiniões!
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