Saturday, April 30, 2011
Lembranças de Outrem
Lembranças de Outrem
Lembro de teu sorriso Está guardado em mim
Recordo o teu riso
Por culpa dele estou assim.
E nessas horas me pergunto
O quanto você recorda.
Quanto deste assunto
Não fugiu de sua memória.
Eu me lembro de tudo.
Lembro de teu toque
Suave e gentil, como veludo
Sempre me desviava do enfoque.
Pode até parecer que não
Mas lembro de teu calor
O rastro sutil de sua mão
Confortando minha dor.
E lembro, mais que tudo
Do seu beijo e seu sabor
Que me deixavam muda
Apenas querendo seu amor.
Mas no fundo é impossível
Recordar o que tu tinhas
Pois essa recordação incrível
E essas memórias, não são minhas.
-Maria Castilho
Tuesday, April 26, 2011
Wednesday, April 20, 2011
Velha Infancia em LIBRAS
Thursday, April 14, 2011
Onipotência

Para mim, essa foto (que tirei hoje mesmo) mostra a grandeza da natureza. Eu sou cristão e acredito em Deus, mas acredito que até um ateu pode perceber a maravilha da natureza, mesmo não crendo que Deus criou. Por favor comentem sobre o que essa imagem representa para cada um. E votem na enquete que criei!Até mais!
Saturday, April 9, 2011
A Vida
A vida continua, sempre. Seja de uma forma ou de outra. Temos de aceitar isso e seguir em frente com as nossas próprias vidas. Só assim poderemos entender os grandes mistérios da vida.
Friday, April 8, 2011
Dez horas
Tiago caminhou silenciosamente até o ponto de ônibus, seu coração acelerado ero o único indicativo de seu cansaço e nervosismo. Não imaginava o que viria a ver. O ponto estava deserto com mais grilos e cigarras cantando do que um jardim no mato. Olhou para a rua, viu o ônibus e deu sinal. O motorista abriu a portacom um olhar que diz o que você faz aqui a essa hora? Tiago subi e o ônibus rodou, levou Tiago ao centro da cidadezinha, onde desceu, tinha importantes negócios a tratar. Olhou o relógio, que dizia dez para as três da manhã. Ele estava adiantado, no mínimo, sete horas. Sentou no banco da praça, colocou a maleta sobre as pernas e aguardou. Lhe faziam companhia somente pernilongos interessados interessados apenas em seu sangue. Ficou com sede, porém não havia loja aberta. Então aguardou. O relógio bateu meia-noite, havia algo errado. Tiago se perguntou se se perdera. Achava que não, apenas cansado. Olhou o relógio que dizia ser dez para as quatro da manhã. Então aguardou. Tiago, inquieto, sentiu uma presença atrás dele. O tremor subiu sua coluna, arriscou olhar para trás. Quase gritou de ansiedade, e viu um cão com o rabo entre as pernas. Perguntou-lhe o que queria e batizou-lhe de Rabonildo, Tiago não tinha criatividade. Rabonildo olha Tiago como se dissesse que estava com fome. Tiago respondeu também sofrer de fome. Rabonildo então deitou e esquentou os pés de Tiago. O relógio dizia dez para as seis da manhã. Tiago então somente esperaria mais quatro horas. Pessoas começaram a passar e fitavam-no com um olhar suspeito. Um guarda perguntou-lhe se estava bem. Tiago não soube responder. Rabonildo, deitado ao seu lado, no banco, perguntou ao guarda onde havia comida para cachorro. O guarda indicou e Rabonildo seguiu seu caminho com um adeus ao Tiago. Tiago viu lojas abrindo e quis comprar algo, porém não tinha dinheiro. Então aguardou. E o relógio avisou dez horas.